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8 de Junho de 1991.Óquei de Barcelos, Sporting e Benfica conquistam a Europa do hóquei PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 07 Junho 2011 22:19

110607_hoqueiMuito se falou da hegemonia portuguesa na última edição da Liga Europa de futebol, com três equipas nas meias-finais (Benfica, Sp. Braga e FC Porto), mas nada se compara com aquela epopeia nacional de há 20 anos quando Óquei de Barcelos levantou a Taça dos Campeões (4-3 em Monza), Sporting a Taça das Taças (5-2 na nave de Alvalade, aos italianos do Novara) e Benfica a Taça CERS (10-3 na Luz, aos espanhóis do Reus). Tudo no mesmo dia. Um sábado. Como se isso fosse pouco, um mês depois a selecção consagrou-se campeã mundial em Portugal com inapelável 7-0 sobre a Holanda

 

Pedro Alves (Óquei)


Ora aí está um nome incontornável no hóquei nacional. Aos 17 anos, Pedro Alves já decidia finais e dava títulos. Foi o que se passou em 1991 com a camisola do Óquei de Barcelos, em Monza. Após o 3-3 em Portugal, outro 3-3, agora em Itália. É prolongamento. Nesse tempo extra, Pedro Alves aproveita uma bola perdida no meio-campo, passa por um adversário (número 2), dribla outro com uma classe de outro planeta (n.º 8), faz a diagonal e bate o guarda-redes. Pela primeira vez na história, o Óquei de Barcelos ganha a Taça dos Campeões. Pela última vez, o hóquei de Portugal levanta esse troféu. Nesse entretanto, Pedro Alves continua a fazer história, como autor do golo decisivo do Mundial de selecções em 2003 (1-0 à Itália, em Oliveira de Azeméis). Adivinhe quando. Isso mesmo, no prolongamento.

 

Chambel (Sporting)


O Sporting sempre teve uma apetência para a Taça das Taças. No futebol, já é o que se sabe, com aquela conquista em 1964, através de um golo de canto directo por Morais (1-0 ao MTK). No hóquei, o domínio estendeu-se a três taças, em 1981, 1985 e 1991. Hat trick a imitar o Oeiras nos anos 70. Há 20 anos, os leões rugiram mais forte numa final de sentido único com o Novara.À vitória em Itália (7-6), seguiu-se outra em Alvalade, a rebentar pelas costuras (5-2). Curiosamente, uma das grandes figuras foi o guarda-redes Chambel, autor de defesas impossíveis na primeira mão. Campelo, Tristão, Fanã e Camané completam o cinco inicial deste Sporting épico.

 

P. Almeida (Benfica)


Para completar o trio da vida airada, só faltava o Benfica, que nunca ganhara nenhuma competição europeia, e só voltou a conquistá-la este ano. Em 1991, na final da Taça CERS (espécie de Taça UEFA do futebol), o Reus era apontado como favorito, até pela história – afinal, já ganhara uma Taça das Taças ao Benfica em 1983/84 (6-4 em casa, 4-5 fora).Dessa vez, sete anos volvidos, só se repete metade da história. Em Reus (Tarragona, Catalunha,Espanha), 6-4 na primeira mão. No pavilhão da Luz, a que os jornalistas espanhóis apelidaram de inferno pelo constante e ruidoso apoio dos adeptos da casa, o Benfica deu a volta de forma avassaladora. Aos minutos, já havia 3-0. Ao intervalo, 6-1. No fim, 10-3. Paulo Almeida, então com apenas 20 anos, marca nos dois jogos.

 

Realista (Selecção)


Está visto que o ano de 1991 para o hóquei em patins português foi algo de inesquecível. E estamos só a falar dos clubes. Porque falta a selecção nacional. Que vence o Mundial-91, realizado no Porto, acabando com uma seca de nove anos, desde Barcelos-82. Há 20 anos, Portugal ganha os jogos todos. Oito ao todo. Os cinco da fase de grupos (Austrália, 11-2; Holanda, 6-1; EUA, 8-1; Brasil, 2-1; Chile, 11-0) e os três a eliminar (Alemanha, 8-0 nos quartos; Brasil, 5-1 nas meias; Holanda, 7-0 na final). Também num sábado, mas este a 27 de Julho, Portugal goleia a surpresa holandesa (que elimina Espanha, 5-4, e Argentina, 1-1 e 4-2 nos penáltis) com golos de Carlos Realista-2, Paulo Alves-1, Paulo Almeida-1, Vítor Hugo-1, Tó Neves-1 e Luís Ferreira-1. É o 13.º título mundial da selecção, e o antepenúltimo. Depois, só houve festa em 1993 e 2003.

 

In ionline.pt


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