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Sábado, 25 Maio 2019
Futsal, Benfica, 4-Sporting, 7, no desempate por g.p. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 11 Junho 2011 22:53
110611_futsal_benfica_sportingO Sporting adianta-se na final do Nacional de futsal, com uma vitória na Luz no primeiro jogo da série. «Leões» recuperaram nos últimos segundos do prolongamento para garantir o triunfo nos «penalties».

O pavilhão principal do Benfica encheu para o arranque da final do Nacional de futsal, com a equipa da casa a procurar impor o ritmo da partida desde o apito inicial – cabendo-lhes a primeira oportunidade, num remate ao poste de Gonçalo – mas os comandados por Orlando Duarte rapidamente equilibraram, com Djó, por duas vezes, a estar muito perto de inaugurar o marcador.

O Sporting chegou à quinta falta a 10m52s do intervalo, e abrandou o ritmo, tanto defensivo como na procura das transições rápidas para o ataque, com o jogo a tornar-se mais controlado, contando apenas duas boas oportunidades para os «leões» até ao intervalo, novamente por Djó (19 m), que viu Diece interceptar a bola que ia para o fundo da baliza, e por Marcelinho, num remate de antes do meio campo.

 

A segunda parte começou, novamente, em grande ritmo, com Alex (22 m), tendo a baliza completamente aberta à sua mercê, a rematar ao lado num contra-ataque de 3x1. Seguiram-se defesas importantes de ambos os guarda-redes, perante Pedro Cary (23 m) e Diego Sol (24 m), reflexo do facto das duas equipas procurarem pressionar o mais perto possível da área adversária, correndo, igualmente, mais riscos com a bola em sua posse, mas o «nulo» inicial persistia no marcador. Marcelinho (32 m), não conseguiu, a um metro da baliza, desviar para golo o remate de Alex, e, dois minutos depois, João Benedito fez uma excelente defesa a remate de Joel. Tal como na primeira parte, o Sporting chegou à quinta falta com muito tempo para jogar (seis minutos), mas foram os «leões», novamente, a estar perto de marcar, com Djó (35 m) isolado, a rematar para defesa de Bebé, e Alex, isolado, a rematar ao poste, de novo com a baliza aberta. O Benfica, contra a «corrente do jogo», inaugurou o marcador, a quatro minutos do final, por César Paulo, e Orlando Duarte lançou, de imediato, Alex como guarda-redes avançado, e Djó – o mais rematador de todo o encontro – a empatar a dois minutos do final, após excelente circulação colectiva. Restabelecido o empate, o Sporting continuou a jogar 5x4 até ao final do período regulamentar, com o empate a obrigar a realização de um prolongamento, que se viria revelar histórico para a modalidade.

 

O Benfica, no segundo minuto do prolongamento, adiantou-se no marcador, por Joel, num livre directo a castigar a sexta falta «leonina», cometida por Caio, com o pivot encarnado a «bisar» a dois minutos do final, novamente num livre directo, mas o Sporting não desistiu, com Divanei a reduzir, a um minuto e dez do derradeiro apito. Diego Sol, dez segundo depois, fez o 4-2 para o Benfica, mas os «leões», empataram com dois golos nos últimos 50 segundos, por Divanei e Marcelinho, num final «louco» de um encontro que se iria decidir nas grandes penalidades, onde o herói foi João Benedito, que defendeu os remates de Joel, César Paulo e Davi, enquanto Djó, Alex e Divanei garantiram um triunfo justo numa partida que se torna um clássico da modalidade pela emoção e incerteza no resultado.

O Sporting ganha então vantagem na final, com o jogo 2 a realizar-se novamente no Pavilhão da Luz, pelas 17h00 de domingo.

 

Benfica; 4
(1)Bebé, (4) Pedro Costa, (6) Arnaldo, (13) César Paulo e (9) Gonçalo. Treinador: Paulo Fernandes. Jogaram ainda: (2) Joel, (5) Diece, (7) Marinho, (11) Davi e (15) Diego Sol. Suplentes não utilizados: (8) Teka e (14) Vítor Hugo. Disciplina: cartões amarelos a Arnaldo (33 m), Vítor Hugo (36 m). Golos: César Paulo (36 m), Joel (42 e 47 m) e Diego Sol (49 m).

SPORTING; 7
(1) João Benedito, (4) Marcelinho, (8) Divanei, (11) Caio e (12) Alex. Treinador: Orlando Duarte. Jogaram ainda: (3) Leitão, (6) Pedro Cary, (7) Djó, (9) João Matos, (10) Deo. Suplentes não utilizados: (14) Mário Freitas e (15) Gonçalo Portugal. Disciplina: cartões amarelos a Deo (10 m), Divanei (43 m), Djó (47 m). Golos: Djó (38 m), Divanei (48 e 49 m) e Marcelinho (50 m). Desempate por pontapés na marca das grandes penalidades: Djó, Alex e Divanei.

Futsal – 1.º jogo da final do «playoff» do Nacional de Futsal
2011-06-11 – Pavilhão n.º1 da Luz
Árbitros: Paulo Teixeira, Luís Ribeiro e Miguel Castilho (Lisboa)
Resultado ao intervalo: 0-0

 

Orlando Duarte: "Só uma grande equipa consegue vencer desta forma"

 

Orlando Duarte esteve na sala de imprensa do Pavilhão da luz para analisar todas as incidências da vitória «leonina» no primeiro jogo da final, numa partida classificada como “intensa, como se previa, entre as duas melhores equipas do futsal português. Montámos a nossa estratégia para este jogo, com zonas de pressão ou marcações individuais diferenciadas, e o que aconteceu é que a onze minutos do intervalo ficámos com cinco faltas e, na segunda parte, voltámos a ter cinco faltas quando faltavam mais de seis minutos, o que condicionou o nosso jogo, já que tivemos que dar a posse de bola ao Benfica. Porém, considero que foram nossas as melhores oportunidades de golo, aparecendo bastas vezes na cara do guarda-redes adversário, mas as falhas na finalização fizeram com que não conseguíssemos marcar. Tivemos, no prolongamento, uma alma enorme para recuperar de todas aquelas faltas de 10 metros e só uma grande equipa, confiante e de superior qualidade consegue recuperar este resultado e vencer desta forma. E nos penalties é aquela lotaria, com uns mais preparados, outros menos, e conseguimos um triunfo que deveria ter sido conseguido logo nos 40 minutos”.

Conquistado o triunfo, o treinador «leonino» refere que “este resultado não muda nada para amanhã. Estamos com uma vitória e amanhã queremos voltar a ganhar, mas mesmo se tal acontecer ainda teremos que jogar em Loures, pois nada ficará decidido este domingo”. Orlando Duarte terminou as suas palavras, deixando um “agradecimento aos nossos adeptos que foram extraordinários. Nunca pararam de nos apoiar, mesmo estando 1-3 ou 2-4, e acreditaram sempre que seria possível vencer. Se calhar até acreditaram mais do que nós e foram decisivos hoje. Obrigado.”

 

In sporting.pt

 


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